A escolha de Almada
Palco de lutas históricas pelos direitos dos trabalhadores, pela democracia e liberdade, local de fortes tradições culturais e associativas, e de gente politicamente mobilizada, o concelho de Almada, com cerca de 158 mil habitantes, ainda mantém as características urbanísticas e arquitetónicas típicas de uma região que foi predominantemente industrial e, também,ainda dormitório de Lisboa, governada, durante mais de 40 anos, pelo Partido Comunista Português.
Da decadência de um longo e esgotado ciclo de governação, surgiu, há quatro anos, com o PS liderado por Inês de Medeiros, uma alternativa de rumo para (todo) o concelho, moderna, dialogante e ambiciosa que o libertou das pesadas amarras do imobilismo camarário.
Inês de Medeiros trouxe a mundividência que esperávamos de alguém com o seu percurso e valores, e deu projeção a Almada. Deu um sentido de urgência nas respostas da autarquia e passou a haver uma pressa, já há muito perdida, em resolver.
Pressa para comprometer o município com o desenvolvimento económico e com a geração de emprego qualificado e estável, através do apoio ao tecido empresarial existente, dando prioridade a uma mobilidade acessível e sustentável para todos e apostando em parcerias para a criação de um polo de atividades económicas produtivas na área da inovação e tecnologia.
Pressa em democratizar o acesso à cultura a todo o concelho e não apenas ao centro da cidade.
E, pressa em criar uma estratégia local de habitação para o concelho (Almada é pioneira no país nesta área), que inclua uma estratégia de reabilitação urbana habitacional, e, através de uma candidatura ao PRR, a construção de mais de 3500 fogos de habitação a custos controlados, renda apoiada e renda acessível. Não deixa de ser estranho que no municípiogovernado durante tanto tempo pelo mesmo partido e com tantas carências habitacionais, ninguém se tenha lembrado de criar um regulamento de acesso dos cidadãos às casas municipais, ou sequer de realizar um levantamento para saber quem as ocupa.
Da candidata da CDU, Dores Meira, basta dizer - o que tem (sempre) afirmado- que não pode ser recandidata em Setubal e que (por isso) gostava de ser candidata a Almada.
Por tudo isto a escolha para Almada é clara: Inês de Medeiros
FVC

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