A importância de ter mais Lisboa


Sou um Açoriano nascido em Lisboa. Lá vivi, estudei e trabalhei cerca de dez anos no início deste século e agora visito a cidade regularmente em trabalho e em lazer. Lisboa não é apenas uma cidade que eu conheço. É, também, de algum modo, a par de Ponta Delgada, a minha cidade, onde não me consigo sentir turista, apesar de já não ser residente.

Não me esqueço da cidade que conheci noutros tempos. Uma cidade degradada, com zonas de visita não aconselhada, poluída, com poucos espaços verdes, com uma mobilidade caótica, cara e assimétrica, sem dinamismo económico e cada vez mais desertificada. Nesse tempo, o surgimento do novo milénio aparentava ser mais um pesado fardo e um constrangimento do que uma verdadeira oportunidade para a cidade.

Em dez anos, com António Costa e Fernando Medina, a cidade mudou para melhor. A sucessiva perda de população finalmente inverteu-se, o número de jovens a viver na cidade aumentou em mais de 30% e a taxa de desemprego, até 2019, diminuiu para valores históricos. Medina conseguiu perceber as oportunidades da modernidade e tornar a cidade atrativa para as empresas se fixarem e crescerem (+30 mil desde 2013), transformar uma cidade cosmopolita onde o ganho médio dos trabalhadores (dos mais altos a nível nacional) subiu em mais de uma centena de euros nos últimos 10 anos.

Mas, Lisboa tornou-se também uma cidade plena, segura, sustentável, visitável, agradável de se viver, com mais espaços verdes públicos, mais equipamentos públicos, melhores cuidados de saúde públicos e privados e com uma política efetiva de apoio social aos mais desfavorecidos. Aliás, a prova da capacidade do município em responder às solicitações e necessidades da sua população e empresas foi dada durante o período da pandemia. Sem a intervenção dos poderes públicos municipais muitas empresas não tinham sobrevivido à crise, e o processo de vacinação teria sido muito mais difícil.

Lisboa tem ainda muitos desafios pela sua frente. Apesar da melhoria substancial da mobilidade na cidade, com uma descida no custo e melhoria da rede, há, ainda, muito trabalho pela frente. Na vertente da habitação, apesar das políticas de Medina, a especulação imobiliária penaliza em muito o acesso das classes médias à cidade. E, no sector do turismo, há que continuar a investir para que os ganhos sejam proveitos de toda a população e não apenas de alguns.

Fernando Medida é o único candidato que deu provas de conhecer efetivamente os problemas da capital e de conseguir apresentar soluções concretas para o futuro. O trabalho que realizou e que mudou a cidade para melhor fala por si. O programa que apresenta para os próximos 4 anos é um exemplo a ser replicado em todo o país.

Por tudo isso, Fernando Medina e o PS merecem um mandato renovado e reforçado no próximo dia 26 de setembro.

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