A insinuação e personalização como “modus operandi”
Passados alguns meses do início de funções da nova maioria PSD/CDS/PP/PPM nos Açores há já algumas características, que não sendo exclusivas, se têm demonstrado frequentes na forma de exercer a sua ação.
Atendamo-nos hoje à insinuação e
personalização como modus operandi. Modus operandi quer na atribuição de
responsabilidades (ex. “Aquele(a) Senhor(a) é responsável por todo o mal que
vai nos Açores”) ou, em sentido contrário, para não assunção daquelas que cabem
ao próprio Governo ou partidos que os suportam e seus atores principais (ex.
Aquele(a) Senhor(a) é que não nos deixou fazer).
Vamos a alguns exemplos?
·
Era do Diretor do Museu toda a culpa no caso da
trapalhada da transferência do boi-anão do Museu Carlos Machado para o Ecomuseu
do Corvo, quando ainda não se sabe se dita criatura já foi ou não trasladada
(paz à sua alma!)
·
Como era da ex-vogal do Conselho de
Administração da Escola do Mar a responsabilidade pela inoperância daquela
organização, quando do que se tratava era de dar início a uma nova fase do projeto
após o apetrechamento das instalações;
·
Ou do Presidente do Fundo Regional dos
Transportes a incapacidade de servir o Corvo de mercadorias, quando já depois
da sua saída já houve falhas e interrupções – imagine-se algumas devido ao
navio escolhido já por este Governo!
·
Ou do ex-Vice Presidente as falhas nos montantes
do PRR que – pasme-se! - vieram a
comprovar ser exatamente os mesmos que a Região vai receber
·
Como, no plano nacional/internacional seria do
próprio Ministro dos Negócios Estrangeiros, quando não mesmo do próprio Acordo
de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA, a falha na possibilidade dos
Açores receberem vacinas daquela país aliado, numa altura em que (quando o
pedido foi feito) os EUA não tinham ainda sequer partilhado uma única vacina
com o mundo;
·
Como será aparentemente agora, a julgar pelo
requerimento recentemente apresentado pelo PSD, exclusivamente do ex-Diretor de
Informática do HDES a responsabilidade por todos os ataques de que aquela
organização foi alvo.
É verdade que a técnica não é nem
nova, nem de utilização única. Mas a diferença, parece-me, na sua aplicação por
esta maioria é que ela se tem dirigido, cada vez mais, não aos titulares
políticos que foram julgados nas urnas, podem e devem ser escrutináveis
politicamente, mas a um nível intermédio do funcionalismo público e não só,
numa clara tentativa de intimidação.
Ora esqueçam de que de quem surgem
alguns destes ataques jurou proteger e respeitar a administração pública
regional! O que este modus operandi produz, numa sociedade
necessariamente pequena, cheia de pequenos ódios e mesquinhez, é mais divisão,
escárnio e mal dizer já para não dizer possíveis impactos severos na vida
pessoal de quem serviu e o fez à luz do melhor que achava e sabia.
‘Tá mal e devia parar.
FT

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