Continuar a Valorizar Coimbra
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Coimbra é um bom exemplo de alternância democrática. Neste concelho, nenhum partido dominou, nem fez da terra o seu feudo. O povo, possivelmente inspirado na tradição contestatária e exigente da academia mais antiga de Portugal e pelo dinamismo irreverente das suas empresas e trabalhadores soube sempre escolher quem melhor lhe pudesse servir.
Visitei e conheci Coimbra no meu tempo de estudante no
início deste século e, posteriormente, regressei, por diversas vezes, em
trabalho num tempo mais recente. Hoje, apesar de ver a cidade e o concelho com
olhos 20 anos mais vividos, consigo ver o potencial que estava por aproveitar e
que agora toma rumo. Com o PS, o concelho deixou de ser sobretudo a cidade,
para se tornar também a cidade. Um concelho pleno e dinâmico, com um poder de
compra per capita 29% acima da média do país, com atividade económica tão
diversa, que passa pela agricultura, pelo turismo, pela indústria e pelos
centros de conhecimento lá sedeados (18 instituições de ensino superior).
Aliás, relativamente à Universidade de Coimbra é bom referir que a sucessiva
perda de estudantes não só parou, como retomou o crescimento a bom ritmo.
O concelho voltou-se (finalmente) para o seu Mondego, com
uma requalificação notável da autarquia orçada em mais de 30 ME da margem
direita da zona ribeirinha (seguir-se-á a margem esquerda) por forma a permitir
à população a fruição cultural, de atividade física e de lazer neste espaço.
No concelho, se retirarmos o efeito da pandemia, podemos
verificar que a venda de bilhetes para espetáculos culturais mais do que
duplicou face a 2013 e que essa aposta do presidente Manuel Machado no setor
cultural foi justamente reconhecida com a aprovação da candidatura de Coimbra a
capital europeia da cultura para 2027.
Mas neste cenário pós-pandémico, há que retomar as
prioridades de sempre, para que Coimbra possa liderar também na retoma: o apoio
social, o acesso à habitação e a mobilidade.
O apoio social a quem precisa, tão fundamental em pandemia e
na recuperação, já representa 50% dos custos do município. Na área da
habitação, o município já contratualizou com o Governo, no âmbito do PRR, a
construção de habitações que permitirá dar soluções a mais de 2000 famílias no
concelho. Na área da mobilidade, o Sistema de Mobilidade do Mondego, projeto
com mais de 30 anos, começa a ser uma realidade que promete revolucionar não só
o concelho como parte do distrito.
Por tudo isto, considero que é fundamental para Coimbra
prosseguir o rumo que tem vindo a ser trilhado por Manuel Machado. A alternativa
que se apresenta agora a eleições a protagonizada por um candidato
anti-partidos de 2017, apoiado (imagine-se), hoje, por uma coligação de 7
partidos que pouco ou nada têm em comum. Esta circunstância diz muito sobre os
partidos coligados, mas diz muito mais sobre a coerência do candidato da
coligação “Juntos por Coimbra”.
Francisco Vale César

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