Novos Tempos
Vivemos tempos únicos e desafiantes, onde permanentemente somos colocados à prova e convidados à superação.
Tempos em que, algumas coisas dadas como adquiridas deixaram de o ser e outras surgem, agora, por maioria de razão, reforçadas.
É por exemplo a intervenção do Estado na saúde, na educação, na economia e na proteção social, onde hoje até o mais liberal dos liberais, compreende a sua necessidade e importância.
Outro bom exemplo são as autonomias regionais, que se mostraram fundamentais para a defesa da saúde das populações, mas cuja necessidade de serem aprofundadas e de irmos mais além foi notória, nomeadamente na definição e dotação de ferramentas que nos permitam uma maior eficácia na defesa das pessoas e do nosso território insular e arquipelágico.
Perante estes novos tempos, torna-se ainda mais necessário assumir um ímpeto reformista, que coloque as pessoas sempre no centro do desenvolvimento das políticas, tendo como prioridades nomeadamente a solidariedade, a coesão, a justiça social, o combate à precariedade laboral e o direito à habitação para não deixar ninguém para trás.
É necessário assumir uma permanente inquietude, um inconformismo, um ímpeto reformista de fazer sempre mais e melhor.
É igualmente necessário ter a capacidade de olhar para além do amanhã, sem complexos de assumir um pensamento ideológico, e onde as pessoas estejam sempre no centro de todas as decisões.
É sobretudo necessário ter coragem para pensar, sem as amarras do presente, o que queremos ser e onde queremos estar daqui a 5, 10 ou 15 anos.
VF
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