Por uma Comunicação Social Livre e Sem Amarras
A comunicação social assume um papel fundamental nas sociedades modernas e democráticas. A sua capacidade para informar e formar a opinião dos cidadãos é inequívoca.
Torna-se, assim, fundamental termos Órgãos de Comunicação Social (OCS) independentes, plurais, capazes de cumprir com o seu papel. Sendo, tantas vezes apelidados, e bem, de quarto poder, é, pois, imperativo que possuam os meios adequados para assegurar a sua missão, na prestação de um verdadeiro serviço público.
A precipitação tecnológica vivida nos últimos anos, as mudanças de hábitos de consumo que a acompanharam, a dimensão dos mercados e as crises económicas, entre outros factores, evidenciaram a dificuldade de se desenvolverem modelos de negócios eficazes e sustentáveis, capazes de garantirem a sobrevivência e a independências dos OCS, colocando assim em perigo um elemento essencial à vitalidade da vida democrática.
Com efeito, dada a importância da comunicação social para a saúde da Democracia, na impossibilidade da mesma encontrar o financiamento necessário ao desenvolvimento da sua atividade, por via da sua ação comercial, cabe ao Estado, lato sensu, assegurar os meios necessários, de forma equitativa e transparente, para que a comunicação social possa desenvolver cabalmente a sua atividade.
É tempo de se encontrar modelos de financiamento transparentes que quebrem a dependência dos poderes instituídos, da boa vontade da atribuição da tão propagada publicidade institucional, para que possamos ter um jornalismo feito com os meios adequados, sem condicionalismo, livre e sem amarras.
VF
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