Ter trabalho não é garante de muita coisa

 


Em 2022 espera-se que seja o tempo da recuperação nos Açores. Da recuperação da economia, dos empresários e das empresas, das famílias, e das Administrações Públicas. De recuperação, das aprendizagens assimétricas e - naturalmente perante a circunstância- menos cuidadas, e do que ficou para trás no nosso Sistema Regional de Saúde. É sobretudo tempo de, em 2022, recuperarmos a nossa vida de volta, as nossas rotinas e preocupações, que com o afastar da neblina da enfermidade, não só continuaram pertinentes, como ganharam importância acrescida neste novo enquadramento.

Ter trabalho não é garante de muita coisa: de escape à pobreza, de fuga à incerteza do desemprego amanhã, de poder decidir emanciparmo-nos do berço familiar e aceder a uma habitação a preços acessíveis ou projetar ter filhos, é sinónimo, sim, de espera e de meia vida adiada. São problemas comuns a todas as sociedades ocidentais, com diferentes intensidades ou impactos, mas não é por essa generalização que passam a ser irrelevantes ou de impossível resolução. Basta os governantes terem essa consciência e, nesta circunstância nova, com meios nunca antes vistos, fazerem o trabalho de casa e agirem de acordo com essa responsabilidade.
Francisco Vale César

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