Portanto.... é fazer as contas!
Portanto....é fazer as contas!
Depois de dias de "embrulhanço" e meias explicações, percebe-se hoje que o que faltou mesmo na recentre troca de comunicações entre o Palácio de Sant'Ana e o Palácio de San Bento a propósito dos montantes devidos pela República, a título de solidariedade nacional, para fazer face aos estragos do Furacão Lorenzo foi uma máquina de calcular, alguém que a soubesse usar e alguma atenção!
Não se sabe ainda se estes elementos faltaram apenas em Sant'Ana ou na Rua de São João, ou em ambos os lados, mas é caso para voltar a uma das mais importantes frases da política Portuguesa e dizer... era fazer as contas!
O Presidente do Governo sempre se pode desculpar nas cartas que tinha ou não tinha, nos cálculos que o seu Gabinete preparou (ou não)! Mas soa sempre a pouco que alguém com tamanha responsabilidade possa fazer valer a sua proposta ao Primeiro Ministro apenas naquilo que constam de uns quaisquer arquivos, esquecendo o papel do seu partido e dos outros que compõem a coligação na Comissão da Assembleia Legislativa Regional que acompanhou os estragos daquela intempérie e os montantes globais que eram por demais conhecidos.
Ao taxativamente propor na sua proposta de despacho do PM que aquele tivesse como teto máximo os 198M de euros, foi o o Presidente do Governo que limitou a solidariedade nacional para com todos os açorianos e mais ninguém. A carta é sua e tem o peso de isso mesmo.
Mais irónico ainda é que os arquivos em que se basearam era do homem que os partidos da coligação dizia mais escondia e "martelava" números! Ora, pelo que se comprova faz agora muita falta!
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